A ciência por trás da Gratidão!

Por que algumas pessoas são mais generosas do que outras?

 

A generosidade é definida pela Universidade de Notre Dame como “a virtude de dar coisas boas aos outros de forma espontânea e plena.” Não em dar presentes, mas em ajudar outras pessoas, seja compartilhando tempo, energia, recursos materiais e conexões sociais.

 

Mas, por que algumas pessoas são mais generosas do que outras?

 

Na parábola do Bom Samaritano, um viajante é abordado por ladrões, roubando-lhe tudo o que tinha e vestia. Eles ainda o espancam e o deixam estirado à beira da estrada. Mais tarde, dois viajantes (um deles, sacerdote) passam pelo homem que agonizava, mas fingiram não vê-lo e seguiram reto, negando ajuda. Finalmente, um samaritano que passava cuidou dos seus machucados, carregou-o em um burro até uma pousada próxima e ainda pagou por sua estadia.

 

O que explica as diferenças nos níveis de generosidade entre as pessoas e o que pode encorajá-las a dar mais? Existem estratégias baseadas em evidências para que cultivemos um maior grau de generosidade?

 

Um relatório encomendado pela John Templeton Foundation, nos dá uma visão geral de mais de 350 estudos e meta-estudos publicados entre 1971 e 2017.

 

Após décadas de pesquisas que presumiam que a natureza humana era intrinsecamente egoísta, também revelam que somos uma espécie generosa. Na verdade, a generosidade tem suas raízes em nossa biologia e história evolutiva.

 

Demonstrações de gratidão e generosidade entre as espécies sugerem que pode ser uma adaptação evolutiva que ajudou a sobrevivência delas (e a nossa).

 

Outros estudos descobriram demonstrações consistentes de generosidade entre crianças.

 

A maioria delas, aos três anos, compartilha igualmente as recompensas de uma tarefa colaborativa, mesmo quando poderia ter escolhido mais para si. Crianças de cinco anos, aumentam a quantia que compartilham com alguém que acham que pode retribuir sua generosidade. À medida que crescem, as tendências naturais que por ventura tenham, são moldadas e reforçadas por relações sociais e normas culturais.

 

O comportamento generoso aciona as mesmas vias de recompensa desencadeadas pela comida e pelo sexo ( uma correlação que pode ajudar a explicar por que nos faz sentir bem).

 

Muitos estudos apontam para possíveis impactos positivos:


– Oferecer apoio de tempo ou bens está diretamente associado a uma melhora considerável na saúde.


– Uma meta-análise de 37 estudos com adultos mais velhos descobriu que aqueles que eram voluntários relataram maior qualidade de vida, maior vitalidade e autoestima.


– Outros estudos mostraram uma ligação entre generosidade e felicidade. Por exemplo, uma pesquisa com 632 americanos descobriu que gastar dinheiro com outras pessoas estava associado a uma felicidade significativamente maior, independentemente da renda; inversamente, não houve associação entre gastar consigo mesmo e felicidade. Mesmo pequenos atos de gentileza (como pegar um objeto que outra pessoa deixou cair fazem as pessoas se sentirem felizes).

 

A generosidade também está associada a benefícios no ambiente de trabalho (como redução de burnout) e nos relacionamentos (maior contentamento e parcerias mais duradouras). Demonstrou-se que a generosidade para com os outros ajuda a suavizar o “ruído relacional” (que pode emergir de mal-entendidos cotidianos) aumentando a confiança nas relações.

 

Fatores individuais ligados à gratidão e a generosidade

 

– Sentimentos de empatia e compaixão podem nos motivar a ajudar os outros. Um dos estudos descobriu que a empatia cria uma sensação de “unidade” com os outros, quando ajudamos outras pessoas, sentimos como se estivéssemos ajudando a nós mesmos.

 

– Certos traços de personalidade, como humildade e afabilidade e senso de moral e justiça estão associados ao aumento da generosidade e da gratidão.

 

– Sentimentos de contemplação e de admiração também nos levam ao altruísmo, seja contemplando a natureza ou admirando o rosto de um recém-nascido. Os participantes de um estudo que se maravilharam com um bosque de eucaliptos pegaram mais canetas que “acidentalmente” o pesquisador as deixou cair no chão do que os participantes que apenas olhavam para um prédio. Aliás, os ambientes naturais podem inspirar generosidade (um estudo até descobriu que nos comportamos mais generosamente em uma sala cheia de plantas).

 

Expectativa social e cultural

 

Quanto mais generosos forem seus amigos, colegas e família, mais generoso ou generosa você provavelmente será. A generosidade é socialmente contagiosa.

 

Vários estudos sugerem que as pessoas agem generosamente na expectativa de retribuição, ou pela sensação de estar sendo observadas ou porque acreditam ou presumem que isso irá melhorar sua reputação.

 

Não é a posição social que define a gratidão e a generosidade.
Quer tenhamos uma posição socioeconômica privilegiada ou não, é muito mais provável que ajudemos uma pessoa ou um grupo com uma necessidade específica do que alguém anônimo.


Em um experimento realizado no parque nacional da Costa Rica, por exemplo, visitantes que souberam o valor médio que estava sendo doado deram 4% a mais em comparação com aqueles visitantes que não foram informados quanto seus colegas doaram. O mesmo estudo também descobriu que as pessoas que doaram em privado deram 25% menos do que aquelas que doaram publicamente.

 

Os pais também desempenham um papel importante no cultivo da generosidade e da gratidão.


Alguns estudos indicam que a modelagem de papéis e a constante discussão sobre generosidade – podem ajudar as crianças a se tornarem adultos mais generosos e gratos.

 

No comércio:
Em um estudo com 768 clientes de restaurantes franceses, aqueles que ouviam música com tema pró-social enquanto comiam tinham uma probabilidade significativamente maior de deixar uma gorjeta – e suas gorjetas eram significativamente maiores do que as de outros clientes.

 

Fator religioso:
Quando se trata de voluntariado e religiosidade, aparece uma correlação mais forte. Vários estudos mostram que pessoas religiosas doam mais e são mais voluntárias. Até porque, participar de serviços religiosos é um forte indicador da disposição de alguém em oferecer tempo e energia, de forma voluntária, para outras pessoas.

 

Futuro da gratidão e da generosidade:


Problemas de saúde associados ao isolamento social e à solidão, hipoteticamente, poderiam ser amenizados com maior tempo ajudando os outros.


A ciência comprovando que ser grato e generoso torna a pessoa mais próspera e saudável!

QMDMC

A&D

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